O Desafio
Em um momento de forte desgaste institucional e polarização no debate público, o desafio era compreender com profundidade o sentimento predominante da população fluminense em relação ao país e à atuação do Supremo Tribunal Federal. Mais do que captar opiniões isoladas, era necessário transformar percepções sobre justiça, mobilidade social e confiança nas instituições em uma leitura clara, consistente e estrategicamente útil.
A Solução
A Vetor Arrow desenvolveu uma pesquisa quantitativa de opinião pública com abrangência estadual, cobrindo capital e interior do Rio de Janeiro. O estudo foi realizado nos dias 19 e 20 de fevereiro de 2026, por meio de 8.570 entrevistas telefônicas via URA/IVR, com ponderação por sexo e faixa etária baseada na distribuição do eleitorado do estado segundo o TSE. Com margem de erro estimada em ±1,3 ponto percentual e 95% de nível de confiança, a pesquisa entregou uma base robusta para leitura do humor social e da percepção institucional dos fluminenses.
Os Resultados
A pesquisa revelou um quadro de forte insatisfação e baixa confiança institucional.
Quando perguntados sobre o sentimento mais forte ao pensar no Brasil de hoje, o principal registro foi raiva ou indignação, com 24,76%, seguido de medo ou insegurança, com 19,31%, e preocupação, com 18,41%.
Ao mesmo tempo, 67,92% afirmaram que as regras no Brasil não valem igualmente para todos, reforçando a percepção de desigualdade institucional.
No campo da mobilidade social, o resultado também foi contundente: 60,62% discordam total ou parcialmente da afirmação de que quem trabalha e se esforça consegue melhorar de vida no país.
Em relação ao STF, a maioria demonstrou desconfiança: 58,49% disseram não confiar no Supremo, e 56,41% avaliaram que a Corte tem poder demais. O estudo entregou, assim, um retrato estratégico muito claro: um ambiente marcado por indignação, sensação de injustiça e forte ceticismo em relação ao funcionamento e ao equilíbrio das instituições.
Aviso: estas são pesquisas internas, não registradas, destinadas exclusivamente para consumo interno e análise estratégica, sendo vedada sua divulgação pública.