O Desafio
Em um município estratégico como Angra dos Reis, o desafio era compreender simultaneamente o comportamento do eleitorado para diferentes cargos e, ao mesmo tempo, captar percepções sobre participação feminina na política. Mais do que medir apenas a intenção de voto para governador, deputado federal e deputado estadual, era necessário entender como a população avaliava a representatividade das mulheres, sua disposição de votar em candidatas e quais barreiras enxergava para uma presença feminina mais forte no cenário político.
A Solução
A Vetor Arrow desenvolveu uma pesquisa quantitativa de opinião pública com foco no município de Angra dos Reis, realizada em 13 de abril de 2026 por meio de 500 entrevistas telefônicas via URA/IVR. O estudo foi ponderado por gênero e faixa etária, com base na distribuição do eleitorado do Estado do Rio de Janeiro segundo o TSE 2024, e trabalhou com margem de erro máxima estimada de ±4,4 pontos percentuais e 95% de nível de confiança. O desenho da pesquisa permitiu reunir, em um único levantamento, informações eleitorais e percepções sociais relevantes para leitura estratégica do município.
Os Resultados
A pesquisa revelou um cenário de voto ainda bastante aberto, com altos índices de indefinição, mas já apontando lideranças locais relevantes. Para governador, Eduardo Paes apareceu na dianteira com 26,06%, enquanto 49,01% responderam não saber ou nenhum deles. Para deputado federal, a disputa mostrou Fernando Jordão com 22,17% e Renato Araújo com 20,50%, mas com 48,08% ainda sem definição. Já para deputado estadual, Jorginho Brum liderou com 29,35%, seguido de Célia Jordão, com 16,87%, enquanto 40,87% disseram não saber ou nenhum deles.
No eixo da participação feminina, o levantamento trouxe sinais importantes. 48,57% disseram que as mulheres não estão bem representadas na política de Angra dos Reis e do estado, contra 37,06% que avaliam que sim. Apesar disso, 75,94% afirmaram que votariam em uma mulher para os cargos de deputado estadual, federal ou governador. Sobre as principais barreiras para a participação feminina, a resposta mais citada foi falta de interesse, com 29,11%, seguida de outro, com 21,84%, e falta de apoio partidário, com 20,67%. Além disso, 61,33% afirmaram não conhecer nenhuma ação ou programa voltado para mulheres na cidade. O estudo entregou, assim, um retrato estratégico duplo: um cenário eleitoral ainda em consolidação e uma demanda clara por maior visibilidade, apoio e presença feminina na política local.
Aviso: estas são pesquisas internas, não registradas, destinadas exclusivamente para consumo interno e análise estratégica, sendo vedada sua divulgação pública.